A taxa ambiental de Bonito: quem paga, quanto é e como pagar
Entrou em vigor em dezembro e confundiu muita gente, inclusive as agências. Explicamos o que mudou na prática para quem chega agora, e como a gente resolve isso junto com a sua reserva.
2 min de leitura Por Equipe Eco Serrana, Operadora de ecoturismo em Bonito, credenciada pelo ICMBio no Parque Nacional da Serra da Bodoquena.
Avistar bicho não é item de pacote. Nenhum guia sério promete arara, e desconfie de quem prometer. O que dá para fazer é estar no lugar certo na hora certa, e aí a chance deixa de ser sorte e passa a ser probabilidade.
Aqui está o que a gente aprendeu conduzindo na região.
O Buraco das Araras é uma dolina com colônia de araras-vermelhas. Elas saem de manhã cedo para se alimentar e voltam no fim da tarde — e é na volta que elas pousam, circulam e fazem barulho.
Ir ao meio-dia é ver um buraco bonito e vazio. Ir uma hora e meia antes do pôr do sol é outro passeio. Se o seu roteiro tem o Buraco das Araras, peça para encaixá-lo no fim do dia.
O bugio se ouve muito antes de se ver, e ele vocaliza no amanhecer. Quem dorme dentro do parque, no hotel de barracas, costuma acordar com isso — é literalmente a diferença entre visitar a área e passar a noite nela.
Nas trilhas que começam às 8h ainda dá para ouvir. Nas de meio-dia, praticamente não.
Aparecem ao longo do dia, nas trilhas de acesso aos rios — a do Rio da Prata é a mais conhecida por isso. Não têm hora certa, mas têm comportamento certo: eles vêm até onde tem gente porque associam pessoa a comida.
Por isso a regra que todo guia repete e que ninguém gosta de ouvir: não alimente. O quati que aprende a pedir comida vira o quati que morde, e o quati que morde vira o quati que é retirado da área.
Os dois existem por aqui e os dois são avistamentos raros num passeio de meio período. A anta é mais provável perto d'água, no fim do dia; o tamanduá, em área aberta de manhã.
Se avistar um dos dois, entenda o que aconteceu: você teve sorte. Não é o padrão, e ninguém deveria ter vendido isso a você.
Se a ideia é ver animal com certeza, a resposta está embaixo d'água. Piraputanga, dourado, curimbatá e piau aparecem em quantidade em qualquer flutuação da região, o ano inteiro, e a visibilidade da água faz deles o avistamento mais confiável que existe por aqui.
É o único que a gente se sente confortável em colocar na descrição de um passeio.
Duas trilhas do Parque Nacional da Serra da Bodoquena só podem ser acessadas por operadora credenciada pelo ICMBio, e somos uma delas. São as áreas com menos circulação de gente da região — e menos gente é, invariavelmente, mais bicho.
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Entrou em vigor em dezembro e confundiu muita gente, inclusive as agências. Explicamos o que mudou na prática para quem chega agora, e como a gente resolve isso junto com a sua reserva.
Não é sorte nem acaso: é calcário. A Serra da Bodoquena filtra a água antes de ela virar rio, e é por isso que dá para ver o fundo a vinte metros.
As duas funcionam, e não pelas mesmas razões. De abril a setembro a água é mais clara; de outubro a março a mata está cheia e as cachoeiras, fortes.
Conta o que você quer fazer e quantos dias tem. A gente responde no WhatsApp, com sinceridade.